Caminhar pela saúde



Próxima caminhada

Queríamos avisar todos que próxima caminhada programada para este mês, dia 24 não se realizará por ser Domingo de Páscoa.

Próxima caminhada será a 15 de Maio pelas ruas da cidade das Caldas, com a organização da Farmácia Rosa e dia 29 de Maio será a nossa caminhada mensal, esta na Chiqueda, concelho de Alcobaça.

Os melhores cumprimentos

Se não nos virmos desejos duma Santa e Feliz Pásoa.

118º Passeio Pedestre Março 2011

PASSEIO PEDESTRE Coz e N.Sra. da Luz COZ - ALCOBAÇA
DOMINGO, 27/MAR/2011



Crê-se que Coz tivesse sido fundada pelos fenícios no século VII ac, que lhe teriam atribuído o nome de uma ilha da sua terra natal.
Foi uma das 14 vilas dos Coutos de Alcobaça e recebeu foral de D. Manuel em 1514. Contudo, aqui foi fundado um convento feminino em 1279, que no séc. XVI adoptou a Ordem de Cister.
Dele subsiste a igreja do século XVII, que contém belíssimas obras de arte de pintura, escultura, mobiliário, azulejaria e talha dos séculos XVII e XVIII agora recuperadas e que nos remetem para a mística da vida de clausura das monjas de Cister.

De forma pouco coerente, estão ligadas a lenda da Fonte Santa e o santuário de N. Sra. da Luz. A lenda remete-nos para as águas milagrosas que curam todos os males, mas associam-se à aparição da Senhora da Luz, cujo santuário foi construído num local distante da fonte, de difícil associação.
A fonte tem um traçado clássico que denota obra encomendada a mestre conceituado, tal como a Capela de Santa Marta em Castanheira, maneirista, do século XVII.
O santuário data do séc. XVII e possui alpendres e grande adro para acolher os romeiros que aí se continuam a deslocar a 16 e 17 de Novembro, a fazer pedidos e a pagar promessas pelas graças obtidas.

117º Passeio Pedestre Fevereiro 2011

Serpenteando por A-dosNegros



A partir do Grupo Recreativo, descemos ao centro hisórico, na fonte,
coreto e Capela do Santíssimo Sacramento e pelos Matos Barros
vamos à Fonte Santa e à Igreja S.Mª Madalena. Vamos depois pelo
Carreiro do Padre, pelo Vale Verde até aos Casais do Cabeço.
Descemos à Fidalga, subimos ao Casal do Silval, depois descemos
aos Casais Vale da Serra, passamos na ETAR, pela Valada vamos à
Fonte da Formiga, passamos junto da albufeira, vamos à Fonte do
Ulmeiro e subimos pelas escadas e ruelas, de volta ao centro de
A-dos-Negros.

A-DOS-NEGROS

Povoação antiga, é referido por Pinho Leal que deverá o seu nome a Cecílio Negro, capitão lusitano, nos tempos do Império Romano.
Situa-se alcandorada num cabeço de arenito, junto ao vale onde passava a via romana que ligava as cidades de Eburobrittium, junto à actual Óbidos, a Scalabis (Santarém) e a Emerita Augusta (Mérida) a capital da Lusitânia romana.
Submersa pelas águas da albufeira da recente barragem, permanece a ponte romana que atravessava o Rio Arnóia e que era conhecida pela Ponte dos Ingleses, por estes terem procedido à sua reparação quando das invasões francesas.
O casario mais antigo concentra-se sobre os blocos de arenito (piçarra), constituindo situação muito característica, com as ruas irregulares a sofrerem afundamento pela erosão dessa rocha macia.
A arquitectura é a típica da região de Óbidos, com as pedras de calcário bem cortado das cantarias das portas e das janelas como elemento preponderante nas fachadas das casas de um e dois pisos.

IGREJA DE
STA. MARIA MADALENA

A igreja matriz dedicada a Santa Maria Madalena está construída num alto, afastada do centro histórico da povoação.
Ocupará o lugar de uma antiga ermida, construída debaixo de um grande sobreiro, dentro de cujo tronco um pastor teria encontrado a imagem de Maria Madalena.
Mais tarde teria então sido construída a grande igreja, templo de uma só nave, tecto de madeira de três planos, capela mor abobadada e torre sineira, em em cujo interior guarda peças do século XVI: uma imagem de pedra de S. Sebastião, a pia batismal e uma pia de água benta manuelina, profusamente decorada.
Possui ainda uma escultura de madeira policromada de N. Sra. do Rosário, do fim do século XVII.


CAPELA DO
SANTÍSSIMO SACRAMENTO

A capela situa-se no coração do centro histórico e pertencia à Quinta Velha.
Doada à população pelos proprietários da quinta, dela cuida a Irmandade do Santíssimo Sacramento.
Possui uma pia de água benta do século XVI, proveniente do Convento de S. Miguel da Gaeiras.


FONTES
Estando implantada no alto da colina, a povoação dependia muito das fontes que aqui são numerosas, beneficiando das condições geológicas.
A região é composta por sucessivas camadas de arenitos e argilas e os arenitos (localmente conhecidos por piçarra) funcionam como reservatórios de água – como se fossem esponjas – e a água brota suavemente e filtrada nos locais baixos onde afloram as camadas de arenito.
Junto à povoação ou nas suas imediações encontram-se a Fonte do Ulmeiro, a Fonte da Formiga, a Fonte Santa, entre outras, onde a povoação obtinha o precioso líquido, provavelmente mais puro do que no Rio Arnóia, que corria no fundo do vale.


FLORESTA
A orografia muito acidentada – toda a região, que se situa nas margens do Vale Tifónico da Caldas da Rainha, é constituída por um antigo planalto onde as águas foram cavando vales muito profundos, no sentido este- oeste – proporciona as condições ideais para o desenvolvimento da mata mediterrânica e aqui subsistiram alguns núcleos, como a Fidalga e a Mata Rica - esta já referida em documentos desde a época medieval e cuja importância para a economia regional era levada muito a sério, pela definição de regras de proteção, sob a vigilância do Monteiro-mor.


Organização: GRUPO DE CAMINHEIROS DOS PIMPÕES e
CASA da CULTURA José Bento da Silva (S. Martinho do Porto)
Colaboração da Junta de freguesia de A-dos-Negros